Querido leitor, não escrevo este artigo como crítica, mas como
advertência de algo que aparenta ser inofensivo e até mesmo bom, mas não provém
de Deus. Tenha em mente ao ler este artigo que ele se refere aos que jogam ou
assistem esportes competitivos profissionais, amadores, ou mesmo como
brincadeira entre amigos e família. Embora haja casos mais críticos que outros,
se há perdedores e vencedores estão todos na mesma situação.
Deus foi tão meticuloso ao instruir o povo de Israel que até para os
soldados que fossem à batalha Ele ordenou que levassem entre suas armas uma pá
para enterrar as fezes. Por outro lado, nenhuma ordem, regra ou recomendação há
sobre esportes competitivos, mas há muitas advertências para que não imitassem
as nações pagãs, de onde surgiram tais esportes, como parte da adoração aos
seus ídolos ou como tática de guerra.
Diversão significa divergir do objetivo; a quem interessa que o cristão
divirja de seu objetivo? Há muitos graves problemas nos jogos competitivos que
podem arruinar o caráter daqueles que se inclinam a jogar ou assistir.
Comecemos pelo cerne da questão: a quem estamos agradando quando nos dedicamos
a essa prática? Jogamos ou assistimos para glorificar a Deus ou para
agradar-nos? Quem está no centro dessa atividade? Como não há neutralidade,
quem é glorificado?
A consequência natural da vitória no esporte é a vaidade e da derrota é o
descontentamento, ambos são nocivos ao caráter. Mesmo em brincadeiras esses
maus traços afloram. O inimigo não perde oportunidades! O fundamento do governo
de Deus é o amor e “Aquele que não ama não conhece a Deus” (I João 4:8). Em um
jogo onde o objetivo é derrotar o adversário, como é possível exercer esse dom
de Deus?
O esporte é baseado no engano. A finta, o drible, o blefe, a malícia,
etc. são estratégias anti-cristãs que nada tem que ver com o que o apóstolo
Paulo escreve em Filipenses 4:8, “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é
verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o
que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum
louvor, nisso pensai”.
O quadro comparativo abaixo mostra que o esporte competitivo é oposto ao
Evangelho de Cristo:
Este artigo não se refere à benéfica, saudável e necessária recreação
que nos aproxima uns dos outros e de Deus, mas a qualquer tipo de jogo
competitivo, qualquer jogo em que haja ganhadores ou perdedores, mesmo os
joguinhos infantis, vídeo games, etc., que influenciam nosso caráter a fim de
baixarmos a norma divina e nos unirmos ao mundo, aos bilhões de pessoas que
dobram seus joelhos diante de uma tela de TV que apresenta ídolos – Baais
modernos, patrocinados por fabricantes de bebida alcoólica, dentre outros, que
vulgariza o sagrado corpo dado por Deus às mulheres, e muitos outros perigos
mais. Lembremos do que disse Salomão em Cantares 2:15: “apanhai…as raposinhas,
que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor”.
Lutar contra a tradição, contra a educação do mundo e contra nossa
própria inclinação egoísta é uma batalha que está acima de nós, mas em Cristo
podemos todas as coisas (Fil.4:13), portanto, querido amigo, se o esporte
competitivo e jogos perde/ganha opõem-se ao Evangelho, o que devemos fazer se
queremos seguir verdadeiramente a Cristo? “Se hoje ouvirdes a Sua voz, não
endureçais o vosso coração” (Salmo 95: 7 e 8).
por Mauro Carnassale, Vida Campestre
fonte: http://www.iestrj.org/materiais/textos/a-cilada-dos-jogos-esportivos/
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